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Guitar Hero: World Tour
26/11/2008 criado por Bruno Dias
Rock Band Hero.
Guitar Hero, a milionária franchise da ActiBlizzard, decidiu trilhar os caminhos desbravados por Rock Band, passando de uma mera guitarra a um conjunto completo de instrumentos, com voz, guitarras e bateria. Os verdadeiramente indispensáveis para qualquer banda de garagem que se preze. E foi mesmo preciso deslocarmo-nos a uma destas garagens, onde pudemos encontrar tanto World Tour como Rock Band 2 nas suas versões completamente apetrechadas. Um privilégio e uma raridade, pois se serão poucos os que se prestarão a gastar centenas de euros nos dois bundles, muito menos aqueles que arriscarão em trazê-los de fora, dado que no caso de Rock Band, o jogo não chegou a estar disponível em Portugal e não há certezas quanto à sua sequela.

Mas antes desta tarde completamente a "esgalhar", estivemos uma manhã na Ecofilmes onde demos os primeiros passos em World Tour. Com mais de 80 músicas oficiais passando por todos os géneros do rock e mordiscando aqui e ali o metal e a pop, Guitar Hero: World Tour apresenta um mix capaz de agradar a qualquer fã da música comercial e certamente muitos serão aqueles que encontrarão a sua melodia preferida.

Poderá causar alguma confusão um jogo com Guitar no nome colocar-nos em mãos uma bateria e um microfone, mas assim que a diversão começa o título deixa de interessar. No entanto, comecemos pela guitarra. Mais pesada, com um novo conjunto de botões e a realocação de outros, está preparada para os novos desafios que a pista de notas apresenta. Por exemplo, agora existem secções de notas interligadas para imitar os slides e tapping e que exigem uma imitação condigna na guitarra. Mesmo sendo possível fazê-lo nos botões normais, este novo conjunto sensível ao toque está melhor apetrechado para esse efeito devido à proximidade entre os botões.

A guitarra é talvez o instrumento que menos se destaca pela positiva em relação aos de Rock Band 2, pois todos os outros são nitidamente superiores. A bateria de World Tour dá uma verdadeira abada, muito mais máscula e com um som potente, dá gosto entregar-lhe genuínas pancadas a tocar System of a Down ou Linkin Park, entre outros. O pedal é que podia ter outra consistência e é certamente a única peça da bateria de Rock Band 2 que traríamos para World Tour. Já no que toca ao microfone, está ao nível do que seria de esperar, sobretudo se têm a experiência de SingStar a moldar-vos a escolha.

Saindo dos instrumentos e entrando nas opções de jogo, apercebemo-nos logo à partida de que a componente a solo foi largamente negligenciada. O modo Career assenta no costume, levando-nos a vários palcos em busca da fama e do dinheiro que nos permite personalizar o nosso rocker. Não fossem as extensas opções de personalização que nos vão motivando a progredir, abandonaríamos o jogo a solo tão depressa como Britney Spears abandona os filhos.
No que toca ao multijogador o panorama é radicalmente diferente. Seja online ou offline, até quatro jogadores podem cooperar ou competir. Uma verdadeira batalha de bandas através da internet. Cada um pode activar o Star Power a qualquer momento, mas como ele é partilhado entre todos há que ter muita coordenação, pois se algum falha uma nota, todo o grupo é afectado e a bonificação esvanece. Todos têm um papel muito especial e até o vocalista nos momentos mortos pode incentivar o público.

Um dos pontos fortes em World Tour não está no público mas para onde eles militam, isto é, os palcos. Alguns criados pelos próprios artistas, apresentam um conjunto muito variado e realista. Só é pena que por vezes as estrelas que sobem ao palco quebrem um pouco a imersão, pois não é nada cativante tocar Lenny Kravitz e ver um loiro a encarnar o músico americano, que como devem saber é bastante escurinho.

Para os veteranos da música electrónica World Tour colocou um mega brinde dentro do pacote: um estúdio de gravação. Aqui podem criar as vossas próprias músicas (com a excepção da voz) e partilhá-las com o resto do mundo. É uma ferramenta poderosa mas bastante complexa. Se têm experiência em programas estilo FruityLoops, eJay ou até mesmo os velhinhos Trackers dos anos 90, terão uma maior facilidade em entrar no esquema. No entanto, vão desesperar por um rato e um teclado. Paciência, determinação e alguns conhecimentos básicos sobre música são indispensáveis. Se não os tiverem podem sempre optar por descarregar as melodias de quem os tem e albergar uma infinidade de temas para tocarem.

World Tour é um passo de gigante na franchise Guitar Hero, mas que sobretudo apenas a aproxima de Rock Band. Para a grande maioria dos portugueses que nunca conhecemos o dito cujo, Guitar Hero: World Tour vai parecer a quinquagésima sétima maravilha da música. No entanto, os trechos musicais continuam a falhar um pouco na naturalidade (algumas notas parecem estar ali só para encher ou aumentar a dificuldade) e num jogo onde os trechos são o cerne de tudo, esperava-se algumas melhorias que tardam em chegar. Sim, sabemos que é possível porque Rock Band fá-lo bem melhor.

World Tour quer aproximar-se da simulação que é Rock Band. É uma espécie de assimetria que se cria entre as duas franchises. A componente da diversão, indispensável para um jogo, está em bom nível em World Tour. A componente da simulação, indispensável num jogo que se baseia em algo real, está em bom nível em Rock Band. Todavia, nenhum deles consegue conjugar os dois pontos ao mesmo nível. Mais divertido, multijogador superior, melhores instrumentos, grande conjunto de músicas e um estúdio que peca apenas pela complexidade e interface que desafia a paciência, acabam por tropeçar no desenho dos níveis, leia-se, trechos de notas, um ponto crucial a dominar quando se dão passos na direcção da simulação.
84

80

95

92

85
87
Muito Bom

 

Excelente mistura de temas
Estúdio fornece quantidade inesgotável de músicas
Instrumentos de qualidade superior
Vastas opções de personalização
Opções multijogador muito divertidas
Notas por vezes não têm nada a ver com a música
Modo a solo sem interesse
Estúdio com uma interface inapropriada
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9 COMENTÁRIOS

Cloud Strife
07-11-2009 21:47:50
Adorei. Pena é a guitarra não funcionar no GHIII
ofamilia
04-12-2008 11:07:14
comprei uma guitarra, baixei este, como fã da serie digo-vos que ele deu um grande passo em termo de guitar hero mas não adicionou nada de novo ao genero
Ðøøm€®
03-12-2008 17:34:32
andre, é basicamente a mesma coisa em termos de qualidade :)
AndreSilva
01-12-2008 22:21:42
Tenho o Guitar Hero 3 para a Wii e adorei, estou a pensar agora comprar este, mas para a Xbox 360...acham que vale a pena? tenho medo de ester ser muito pior que o 3...o que acham? É que o preco nao é para brincadeiras :P
Tojó
29-11-2008 10:18:21
obrigado
Ðøøm€®
28-11-2008 16:25:18
Dá só com a guitarra ou só com a bateria. O mic é que não tenho a certeza se só dá com um dos outros dois.
Tojó
28-11-2008 14:19:06
este jogo da so com a guitarra, ou é preciso comprar todos os instrumentos?
PT G4MER
27-11-2008 11:02:55
Népia, este não é para mim. Espero pelo Guitar Hero: 4 Taste ou Guitar Hero: Just Girls LOL
PS3master
26-11-2008 18:55:48
Ja o tenho ( com guitarra PS3).
DADOS
Editora: Activision
Criadora: Neversoft Entertainment
Distribuidora:
Género:Outros
Data de Lançamento: 2008
Outras versões:
PS2 | PC | DS | PS3 | WII
NOTAS

87
Muito Bom

97
Excelente
100



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