São poucas as franchises que destacam-se no meio, bem como revolucionam um certo género,
Halo é certamente um desses casos. Quando se pensava que o mundo dos
FPS girava em torno de um rato de teclado, o dia 15 de Novembro de 2001 mudou essa regra para sempre, sendo lançado na
Xbox o jogo
Halo: Combat Evolved. Futurista, graficamente impressionante e mais importante que tudo, uma jogabilidade incrivelmente viciante que veio acordar a indústria dos videojogos para os
FPS's em consolas. Chegamos a 2009 e a história repete-se mais uma vez com a chegada de
Halo Wars, um jogo de
estratégia da saga
Halo na
Xbox 360. Muitos jogadores aclamam a superioridade ergonómica do PC neste género, será que
Halo Wars irá mais uma vez alterar o mundo dos videojogos?
A saga
Halo foi criada, desenvolvida e melhorada pela Bungie em todos os capítulos, mas para este novo jogo, o testemunho foi passado à equipa veterana em jogos de estratégia, Ensemble Studios.
Halo Wars funciona como prequela a
Halo: Combat Evolved, sendo passada vinte anos antes dos eventos originais, apresentando um novo enredo, personagens e um novo Arbiter. Os combates entre os UNSC e os Covenant estão bem acesos, e por mais incrível que pareça, Master Chief não existe neste jogo para travá-los. Em vez disso, a história irá rondar entre personagens como, o sargento John Forge, comandante da nave colonial Spirit Fire chamado James Cutter, a inteligência artificial Serina e a professora Ellen Anders.
A apresentação neste jogo encontra-se sólida, sendo que o departamento gráfico fica ligeiramente aquém do já conhecido nos jogos anteriores ou de muitos outros jogos na mesma plataforma, mesmo assim inclui detalhes geniais, cenários deslumbrantes e os full-motion vídeos fazem justiça ao nome
Halo, dando um toque de realismo muito importante ao jogo. Os inimigos, veículos e edifícios são rapidamente reconhecidos graças ao empenho da
Ensemble Studios em manter o aspecto visual do universo intocável e facilmente reconhecível. O áudio tem o seu mérito, reproduzindo perfeitamente todos os efeitos de som anteriormente vistos, indo desde o barulho das armas, até as linhas cómicas dos pequenos Grunts. O departamento musical ficou a cargo de Stephen Rippy, um compositor conhecido pelo seu trabalho em jogos como Age of Empires e Age of Mythology estando ao nível da saga, dominando a música realizada por coros musicais.
A longevidade é bastante vasta. O modo de campanha embora falhando no facto de não podermos jogar noutras facções de modo
a abrir o leque de perspectiva do universo de
Halo, consegue ser bastante satisfatório fazendo jus à série. Infelizmente a única maneira de jogar noutras facções como os Covenant irá ser através do modo multiplayer online ou contra a consola, sendo este consistente e muito bem conseguido. Vamos poder juntar-nos a um amigo ou mais para derrotar outras pessoas via online ou na mesma consola em vários modos. No entanto não esperem novos mapas ou expansões de qualquer género, pois a Ensemble Studios fechou as portas.
O ponto alto de
Halo Wars é certamente a jogabilidade, e por mais estranha que possa parecer a início, após algumas missões sentimos que o processo de habituação é rápido e eficaz. Tudo é feito duma maneira simples e quase todas as opções e acções encontram-se bem inseridas e acessíveis sendo possível processá-las sem ficarmos atrapalhados ou perdidos a olhar para o comando sem saber o que fazer. No início irá ser necessário recorrer ao menu de controlos várias vezes antes de nos sentir-mos à vontade. Se a jogabilidade vos trazia alguma incerteza sobre o jogo, então preparem-se para ficar surpreendidos pela positiva. A mecânica encontra-se incrivelmente ergonómica e bastante acessível.
É ligeiramente difícil aclamar Halo Wars como o jogo revolucionário de estratégia nas consolas, mas se estabeleceu um patamar para gerações futuras, disso não há dúvida. Este jogo está muito bem moldado, dando uma perspectiva e experiência bem mais aprofundado do universo Halo e dos combates que antecedem a série principal. É sem dúvida uma experiência satisfatória e positiva e a prova a todos os cépticos de que um RTS também pode correr nas consolas.