O site
Kotaku Japan explicou um pouco melhor o que aconteceu há uns anos, quando a
Sega tentou negociar com a
Microsoft, de forma a levar os seus jogos da
Dreamcast para a primeira
Xbox.
Aquando do seu lançamento, em 1998, a
Dreamcast foi bem recebida por grande parte dos jogadores e afirmou-se como uma consola do futuro, muito devido à sua componente
online. Em Novembro de 2000, a
Sony lançava a
PlayStation 2 (
PS2), acontecimento que se afirmou como sentença de morte da consola da
Sega.
No entanto, o então presidente da companhia japonesa,
Isao Okawa, não se deixou encurralar e tentou negociar com a
Microsoft. "Antes do Sr.
Okawa morrer, este visitou
Gates várias vezes, para ver se seria possível adicionar compatibilidade para a
Dreamcast na
Xbox," afirmou
Sam Furukawa, ex-trabalhador da
Microsoft.
Ao que parece,
Okawa ofereceria o espólio da
Sega à companhia americana, algo que garantiria a migração dos utilizadores da
Dreamcast para a primeira consola da
Microsoft. Contudo, havia uma exigência que deveria ser cumprida: a existência da internet em títulos da consola japonesa.
Isto foi uma das razões pelas quais o negócio não foi para a frente. É certo que a companhia de
Bill Gates viria a incluir funcionalidades
online nos seus próprios jogos, mas o financiamento dessas mesmas capacidades em títulos
Dreamcast parece não ter agradado ao ex-CEO da
Microsoft.
Ainda assim, isso não quis dizer que
Gates não tivesse "bom coração". De acordo com
Furukawa, este terá doado 900 milhões de dólares da sua fortuna pessoal à
Sega, de forma a manter a empresa nipónica no mercado.
Okawa morreu aos 74 anos em Março de 2001, em Tóquio, devido a um ataque cardíaco. A produção da
Dreamcast foi parada pouco tempo depois, e o novo presidente da
Sega decidiu envergar apenas pela produção de jogos.
Peter Moore, ex-executivo da
Sega e o homem que terá tomado a decisão de cancelar a produção das consolas da empresa, juntou-se à
Microsoft em 2003.
Sam Furukawa é actualmente professor na Universidade Keio, na capital japonesa.
Obrigado ao site
Kotaku pelo artigo. Podem ler o original
aqui.