É fácil associar o nome da Relic a grandes clássicos da estratégia em tempo-real. A companhia de Alex Garden e Luke Moloney estreou-se com sucesso em 1997 com o clássico instantâneo, Homeworld. A partir daí nunca mais deixaram de criar grandes ícones da estratégia, onde até Impossible Creatures tem um lugar de destaque, apesar de não ter sido um sucesso.
Depois do fracasso de The Outfit, a Relic continuou a apostar numa senda realista, ao criar um jogo de estratégia baseado em acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. De seu nome Company of Heroes, este jogo coloca-nos em mãos os destinos da Able Company (e não só), durante a escalada heróica na Normandia contra o inimigo Nazi.
Company of Heroes inova sobretudo pela genialidade e qualidade dos elementos estratégicos incluídos. Consegue pegar em todas as grandes inovações que foram introduzidas neste género nos últimos anos e dar-lhes um cunho muito particular, fazendo-as funcionar como um relógio suíço.
Bastam apenas alguns minutos em Company of Heroes para ficarmos completamente abstraídos de tudo o que se passa à nossa volta, concentrando-nos em absoluto no jogo. A variedade de esquadrões, tácticas, opções, a riqueza gráfica e sonora dos ambientes, têm um poder de imersão inigualável.
A campanha, que tal como adiantámos nos entrega os destinos da Able Company, percorre grande parte dos eventos mais importantes, desde a tomada das praias ou a batalha de Carentan, etc. Entre objectivos primários e secundários, teremos ainda um objectivo especial, que nos permite amealhar medalhas, dando algum valor de repetição às missões.