A
Atari traz-nos
Codename: Panzers - Cold War, um bom jogo de
estratégia mas que não adiciona nada de novo ao conceito, o que torna este título capaz de proporcionar alguns bons momentos, mas pouco mais que isso.
O nome é bastante elucidativo quanto ao período histórico no qual se desenrola a acção. Em pleno período de Guerra Fria, ainda no rescaldo da II Guerra Mundial, altura de grande tensão entre os membros da NATO que ocupavam a Alemanha Ocidental e os russos que dominam a Alemanha Oriental.
O jogo começa quando, após uma colisão aérea entre um MIG russo e um avião de carga aliado, o jogador é colocado no terreno para resolver a contenda. Ao longo das 18 missões que compõem
Codename: Panzers – Cold War o jogador vai ter que conduzir à vitória grupos de soldados e de veículos em diversas missões espalhadas por toda a Europa de Leste.
Este novo episódio da série
Codename: Panzers segue o mesmo caminho que os seus antecessores, com cenários variados (tanto se joga de dia como de noite, debaixo de sol ou neve), objectivos bastante simples – como a tomada de pontos estratégicos ou a sua defesa, podendo alternar entre ambos numa só missão –, embora também existam as populares missões de infiltração ou de acompanhamento de alguma personagem importante, mas, na sua maioria, são simples missões de assalto a um qualquer ponto estratégico e a sua defesa.
Codename: Panzers – Cold War segue o exemplo de outros jogos da franchise, oferecendo a hipótese de jogar em modo cooperativo mas só em algumas missões, o que, dada a crescente procura por este modo de jogo, torna Cold War pouco atraente para os adeptos do multiplayer.
Ao longo do jogo raramente controlamos grandes quantidades de soldados e veículos, embora tenhamos alguma variedade à escolha, que vai desde pequenos tanques como o Bulldog até ao gigante M-103, todos eles com a hipótese de serem personalizados (com equipamento anfíbio, anti-aéreas, lança-chamas ou kits de reparação das unidades).
Ao nível da infantaria também temos diferentes tipos de soldados à escolha, podemos escolher entre engenheiros colocadores de minas, rangers, lança-chamas, comandos com kits para interferir com os rádios inimigos, entre outros. Os variados tipos de soldados à escolha antes da missão, ou que podem ser “convocados” no decorrer do jogo, conferem uma componente bastante táctica ao jogo, além de poderem criar algumas infraestruturas – como torres de vigia – que permitem alcançar mais facilmente os objectivos das missões.
Como é normal neste tipo de jogos, as unidades vão acumulando experiência e sendo promovidas com o fim das missões concretizadas, tornando-as cada vez mais eficientes. Quanto aos combates propriamente ditos, o jogo está bastante bem conseguido, com uma apresentação gráfica agradável, mas os adversários não são dos mais inteligentes que se vê por aí, sendo possível acabar missões rapidamente sem grande esforço (as forças adversárias nem sequer tentam destruir as nossas unidades de reparação em primeiro lugar).
Resumindo,
Codename: Panzers – Cold War é um jogo divertido, capaz de proporcionar alguns momentos agradáveis aos fãs do género, mas não se distingue como os outros jogos da série. As missões são relativamente curtas e a IA dos adversários tem momentos em que é simplesmente ridicula, houve missões em que nem foi preciso clicar muitas vezes no rato para despedaçar russos por todo o lado. Se querem um
RTS divertido em que é só apontar sem ser preciso pensar muito, então Cold War é o vosso jogo, caso contrário, mais vale não se darem ao trabalho.