Foi há aproximadamente 11 anos que o primeiro jogo da série ToCA se estreou na PlayStation original e no PC. Com um caminho mais ou menos tranquilo, a série de condução programada pelo talento da Codemasters está prestes a chegar à actual geração de consolas com uma entrega que dará pelo nome de Race Driver: GRID e será a sequela de Toca Race Driver 3. Estão previstas versões do jogo para PC, Xbox 360, PlayStation 3 e ainda Nintendo DS, porém, foi aos controlos das versões destinadas à consola da Microsoft e ao PC que demos as primeiras voltas em GRID.
Apesar de não estar disponível na versão do jogo que recebemos, o modo Career será aquele que vos cobiçará mais tempo. À semelhança do que foi em Colin McRae: Dirt, também aqui teremos à nossa disposição uma infinidade de eventos divididos por três zonas distintas: Europa, Japão e América do Norte. A maior parte deles restritos a uma determinada classe automobilística, onde terão que entrar, vencer e, consequentemente, ganhar pontos que desbloquearão novas licenças. Uma mecânica de jogo que não traria ao panorama absolutamente nada de novo, não fosse a exorbitante quantidade de provas presentes, assim como uma variedade enorme de disciplinas motorizadas. Caso pretendam subir ao lugar mais alto do pódio em todas as provas em que deitamos os olhos, então preparem-se para terem entretenimento quase até ao Natal.
O outro modo principal dá-se pelo nome de World Grid e tem objectivos mais ambiciosos. Aqui temos de volta o tema "Como ser o melhor piloto automóvel do mundo", colocando-nos na pele de um novato com muito para aprender e conquistar. Começamos a correr como Freelancers, arranjando dinheiro para constituirmos a nossa própria equipa de competição. Depois, entre carros, melhoramentos, dinheiro e reputação, teremos que gerir a nossa carreira e o percurso da nossa equipa.
Daquilo que nos foi dado a provar na primeira pessoa, temos que destacar uma prova de carros de turismo no circuito de Jarama em Espanha, uma corrida nocturna em Tóquio, uma competição em Milão, provas de Muscle Cars situadas em Washington e nas colinas de San Francisco e ainda uma prova de Drift nas docas de Yokohama. Um leque parco em quantidade mas que nos deixou ficar com uma ideia geral sobre os vários estilos de condução que estarão presentes no produto final.
Dentro do carro, depois da luz verde cair sobre a pista, o primeiro ponto que nos captou foi a inteligência artificial que os pilotos controlados pela máquina ostentam. Podem até jogar no nível de dificuldade mais baixo e com as assistências todas ligadas, pois aqueles pilotos não se cansam se tentar fazer transparecer comportamentos dignos de condutores profissionais. Apenas notamos que o seu comportamento fica um pouco agressivo demais quando tentamos conduzir nos níveis de dificuldade mais avançados, porém, nunca saíram do racional. Os pontos amealhados a cada prova estarão em concordância com as ajudas a que recorrerem e nível de dificuldade escolhido. Será da vossa responsabilidade encontrar um ritmo em que consigam vencer em equilíbrio com uma dificuldade que vos deixe evoluir na vossa carreira de piloto.
No que ao comportamento dos carros diz respeito, apesar de ainda terem tempo de limarem algumas arestas, ficou esclarecido que cada carro será um carro, ou seja, conduzir um BMW será muito diferente de segurar um Nissan 350 Z ou um Aston Martin DB9. Este traço único de cada carro tem tendência a aprimorar-se com as idas ao muro, as "traseiradas" nos vossos adversário, enfim, tudo aquilo que danifique a parte mecânica da vossa máquina. Os danos têm um comportamento realista e a pista vai amealhando peças partidas, verdadeiras armadilhas para as suspensões.
E é precisamente de mão dada com os danos e respectivos acidentes que vem uma das principais novidades de GRID. Sempre que têm um acidente que deixe o vosso carro inutilizável, poderão puxar atrás os últimos segundos antes de mandarem o vosso bólide para a sucata e no momento certo recomeçarem a condução de modo a tentar evitar que o acidente se repita. Contudo, para evitar uso abusivo desta nova abordagem à jogabilidade, só poderão recorrer a esta escapatória 5 vezes por corrida.
Recorrendo ao motor de jogo utilizado em Dirt, os produtores ingleses optimizaram-no e deram-lhe um novo nome: motor Ego. Daquilo que pudemos ver, destacam-se os efeitos de luz, assim como as texturas empregues em alguns carros. Os mais puristas adorarão saber que cada carro oferece um interior único, sendo cada corrida ainda mais imersiva quando disputada através deste ponto de vista. Todavia, existem ainda alguns pontos menos conseguidos e que deverão ser corrigidos até nos chegar às mãos a versão final do jogo.
Tal como a sua condução, também o automóvel tem o seu próprio timbre. Ou seja, daqueles que estavam presentes, quase todos conseguem ser distinguidos sem ser necessário olhar para a televisão. Teremos ainda uma voz que nos acompanha, na maioria das vezes constatando o óbvio, enquanto noutras tenta nos encorajar.
GRID está no bom caminho para não desapontar os fiéis seguidores desta série automobilística. Com uma longevidade que promete vir extenuante a solo e viciante em multijogador, falta pouco mais de um mês para podermos assistir em primeira-mão aquilo que os britânicos conseguiram fazer depois de um muito bem recebido Dirt.