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Medal of Honor: Airborne
03/10/2007 criado por Bruno Dias
MoHA PC
Ao décimo primeiro jogo da série, finalmente vamos poder emular as incursões das forças aerotransportadas durante a Segunda Guerra Mundial. Na pele de Boyd Travers, Medal of Honor: Airborne vai fazer-nos reviver os combates da 82ª e 17ª divisões aerotransportadas do exército norte-americano.



A grande novidade de Medal of Honor: Airborne é os saltos de pára-quedas. No início de cada missão somos lançados dos céus, manobrando o pára-quedas para que possamos cair na zona que mais nos interessa. Zonas livres de inimigos estão identificadas pelo famoso fumo verde, mas podemos aterrar em qualquer lado por nossa conta e risco.



Esta liberdade com que podemos escolher onde começamos a nossa missão é o ponto mais forte de Airborne. Se nos sentirmos confiantes, podemos aterrar no meio dos inimigos e desatar aos tiros, ou então optar por uma via mais segura, como aterrar num telhado e ir eliminando os adversários ao longe.



A própria condução do pára-quedas e consequente aterragem podem determinar logo à partida o sucesso ou fracasso da nossa incursão. Podemos conseguir uma aterragem perfeita, que nos permite atacar logo os inimigos ou até matá-los se cairmos em cima do seu pescoço. Por outro lado podemos cair de queixos no chão, precisando de tempo para recompormo-nos.



Há um sistema de evolução no uso das diversas armas que traz uma pequena brisa à série. O funcionamento é bastante simples, assentando na proficiência com que usamos uma arma em particular. Consoante a nossa performance somos então premiados com galardões e acessórios para a arma, tornando-a mais eficaz.



As missões da campanha de Medal of Honor: Airborne sofrem com a exploração massiva que o tema da Segunda Guerra tem sido alvo. Os objectivos já pouco ou nada trazem de novo. Voltamos a detonar armas antiaéreas, conquistar bunkers, assassinar oficiais, destruir antenas, comunicações, paióis e fábricas, enfim, a rotina da última grande guerra.



Através de Boyd Travers vamos reviver algumas das missões mais emblemáticas da Segunda Guerra, como a Operação Market Garden. Todavia, apenas a última missão consegue mostrar realmente algo nunca visto em jogos do género, sendo a verdadeira alma de Medal of Honor: Airborne.



Os cenários são bem mais vastos e abertos do que os característicos da série. Por um lado, isso é muito positivo, deixando ao critério de cada um a forma como os abordar. Pelo outro, e dado espaçamento entre os pontos onde o estado do jogo é guardado, pode tornar-se muito chato repetir longas incursões contra as mesmas vagas de inimigos sempre que morremos.



Todavia, mesmo no nível de maior dificuldade podem evitar facilmente a morte se jogarem com alguma calma. O sistema de pontos de vida é semelhante ao de Pariah, com quatro blocos de vida que se vão regenerando individualmente caso não sejam totalmente esgotados. E mesmo os esgotados podem ser recuperados apanhando estojos de primeiros-socorros.



Airborne captura a essência da série, tanto pela positiva como pela negativa. É uma experiência de guerra intensa quanto baste, mas assente em mecânicas de jogo simples e fáceis de dominar. A Inteligência Artificial continua algo sofrível, sendo muito mais perigosa pela pontaria do que pelo sentido de sobrevivência ou perspicácia.



Os soldados inimigos estão programados para reagirem às nossas aterragens, tomando as devidas precauções e assumindo posições defensivas. Contudo, rapidamente estas situações positivas misturam-se com verdadeiras debandadas em direcção ao cano da nossa arma ou uso suicida das granadas.



Os inimigos tornam-se progressivamente mais complexos e inteligentes à medida que se avança na narrativa, mas seja qual for o nível de dificuldade, a I.A. contrasta sempre momentos bons com momentos caóticos. Vale sobretudo pelo esforço da equipa de desenvolvimento em retirar a série Medal of Honor da Idade da Pedra no que toca a Inteligência Artificial.



A campanha para um jogador não é muito longa, mas os últimos dois níveis valem bem a pena. Foram ainda introduzidas medalhas e galardões especiais que premeiam aterragens em locais específicos para aumentar um pouco a longevidade, mas esse serviço está quase na íntegra entregue ao multijogador.



Se os saltos de pára-quedas distinguem este Medal of Honor dos restantes no que toca à campanha a solo, então no multijogador fazem toda a diferença. Não fossem eles e o multijogador seria totalmente ortodoxo e aborrecido. Tanto em Team Deathmatch como em Objective é possível entrar na luta no sítio onde quisermos, desde que haja habilidade para tal.



A liberdade permitida por esta mecânica de jogo reveste de alguma estratégia os confrontos multijogador em equipa. Por exemplo, podem mandar franco-atiradores para os telhados enquanto a equipa de assalto aterra já no campo de batalha. É um mundo de possibilidades para serem exploradas.



Visualmente, Medal of Honor: Airborne não desilude mas também não dá espectáculo. O ambiente da Segunda Guerra foi muito bem recriado, mas acaba por ser manchado por alguns bugs na física do jogo, que provocam situações pouco dignas do realismo implícito no jogo.



Alguns efeitos gráficos também deixam muito desejar, como o bullet time que é gerado sempre que conseguimos uma proeza com uma arma ou as partículas de certas explosões. Mas no geral não se pode dizer que ficámos desagradados com o aspecto de Medal of Honor: Airborne.



As animações dos soldados são o ponto forte dos gráficos, muito expressivas e realistas. Sempre que ferirem de morte um inimigo verão este a contorcer-se e a tombar consoante o impacto. Mas no final de contas o que mais impressiona é a grandeza dos cenários e as distantes linhas de horizonte que podemos observar do topo dos telhados.



O som ambiente do jogo consegue imergir-nos na época em que decorre e os diálogos entre os vários soldados nunca se tornam demasiado repetitivos ou enfadonhos. A música, um dos expoentes máximos da série Medal of Honor, está boa, mas já esteve melhor e com outro tipo de originalidade em outras obras de Michael Giacchino.



Tudo somado, Airborne acaba por ser um dos melhores jogos da série dos últimos anos. Se fazem parte do lote que afirmou que Medal of Honor tinha "morrido" com Pacific Assault, então precisam definitivamente de experimentar este jogo. Inova o conceito, aplica novas mecânicas e tem um bom grafismo. Contudo, não deixa de ser um Medal…

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DADOS
Editora: Electronic Arts
Criadora: EA LA
Distribuidora:
Género:Acção
Data de Lançamento: T4 - 2007
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