A IdaChegámos por volta das 9h45m ao aeroporto de
Madrid-Barajas. Depois de um tempo à procura do motorista, que a
Ubisoft cordialmente enviou para nos levar aos escritórios, lá encontrámos o senhor: alto e de fato, qual segurança do Presidente da República. A viagem foi relativamente longa, talvez 20 minutos. Apanhámos a
A-6, direcção
La Coruña, porque atravessar
Madrid àquela hora ia ser um caos, explicou-nos o senhor, mais tarde.
Chegados a
Las Rozas, uma das maiores comunidades autónomas da
ciudad madrileña e local que sedeia a
Ubisoft Madrid, mais parecia que estávamos a entrar numa vizinhança ao estilo de
Agrestic, o subúrbio californiano fictício de
Weeds. Os escritórios da companhia situavam-se mais à frente, numa longa e estreita rua circular, cheia de carros estacionados e com uma enorme vedação de arbustos à esquerda, que em tudo contribuía para o aspecto de 'quartel-general'. "E agora estão uns sujeitos à porta, com metralhadoras e cães para farejar a carrinha!", pensei eu. Mas, por acaso, não estavam.
Os JogosAo entrar na divisão do edifício reservada à companhia, fomos recebidos pela
PR Manager da
Ubisoft,
Lucía Guzmán, e correspondente
staff. Depois de uma breve apresentação, mostraram-nos aquilo que realmente nos interessava: os jogos. Com o nome de '
Hard Days 09', a apresentação consistiu em quatro grandes títulos da
Ubisoft, para um futuro próximo:
James Cameron's Avatar: The Game,
Red Steel 2,
Splinter Cell Conviction e
Assassin's Creed 2. Apresentaram-nos uns
trailers, fizeram uma pequena introdução a cada jogo, e deixaram-nos, por fim, experimentar as versões demo à nossa vontade.
James Cameron's Avatar: The Game
Avatar: The Game foi uma boa surpresa. Não só pelo jogo em si como também pelo facto de termos tido a oportunidade de o experimentar em
3D. Aquilo que era uma imagem desfocada, no ecrã, passou para uma realidade a três dimensões, assim que colocámos os óculos especiais (para jogar em
3D é, obviamente, preciso uma televisão que aguente esta funcionalidade).
Aqueles que já se informaram sobre
Avatar, saberão que o filme se centra na batalha entre os humanos e os
Na'vi, habitantes da lua extraterrestre
Pandora. Se também já viram o
trailer, estarão recordados das
Scorpion Gunships, uma espécie de helicópteros controlados pelos humanos. É com uma dessas
gunships que começamos a demo. O
3D fez-se imediatamente notar, com a cauda da aeronave a "sair" da televisão.
Avatar: The Game em si é bastante agradável. O jogador poderá escolher se quer lutar com os humanos ou com os
Na'vi, não se prendendo, pelo menos totalmente, ao enredo e ao desfecho do filme. No entanto, nesta demo, tivemos apenas acesso a jogar no lado dos humanos.
Pelo que pudemos ver,
Avatar: The Game é um
action role-playing game, ao estilo de
Mass Effect. Ganhamos experiência e desbloqueamos
upgrades pelas várias acções que tomamos, controlamos a nossa personagem na terceira pessoa, e dispomos de um vasto arsenal de armas. Uma metralhadora, duas pistolas, um lança-mísseis, ou vários tipos de granadas, foram algumas às quais tivemos acesso. O cenário está altamente detalhado e interactivo. Passado nas florestas tropicais de
Pandora, tudo reage à nossa volta, desde pequenas plantas no chão a plantas gigantes que nos tentam matar com "cuspidelas" venenosas. Podemos também conduzir vários veículos, o que nos ajuda a percorrer o cenário.
Mas
Avatar: The Game não ganha vida apenas na nova geração. Enquanto que na
PS3 e na
Xbox 360 o jogo contará com a capacidade
3D, na
PSP ou na
Wii envergará mais pela aventura, pelo
co-op, ou pela adaptação ao
Wii Motion Plus, no caso da consola da
Nintendo. O jogo conhecerá, ainda, versões
DS e
DSi.
Para além disso, segundo o que nos disseram na apresentação,
James Cameron, o realizador de
Avatar, esteve intimamente ligado à produção de
Avatar: The Game, de tal forma que alguns dos veículos criados pela
Ubisoft, para o jogo, foram transportados para o grande ecrã. Tanto assim foi, que a equipa criadora foi obrigada a comprometer-se a não divulgar as informações a que tivessem acesso. Na apresentação, fizeram, ainda, questão de nos dizer que
Avatar: The Game não é apenas um jogo baseado num filme, como tantos outros, mas um verdadeiro trabalho de complemento à longa-metragem. Pelo que vimos, tem capacidades para tal. Resta esperar pela versão final.
Avatar: The Game tem data agendada de lançamento para dia 3 de Dezembro.
Red Steel 2
Red Steel 2 mete-nos na pele do
The Swordsman. Quando o nosso clã, chamado "
The Protectors", é brutalmente assassinado por membros do "
The Jackals", o protagonista principal (o único sobrevivente) decide partir numa demanda para vingar os seus ex-camaradas.
O jogo está classificado como
first-person shooter, sendo o rato ou o analógico dos comandos tradicionais substituidos pelo
Wii Remote. Em
Red Steel 2 as nossas duas melhores amigas são uma
katana e uma pistola, as quais poderemos usar alternadamente para criar poderosos ataques. O analógico e os botões do
Nunchuck servirão para nos movermos pelo cenário, enquanto que o
Wiimote tratará do combate: o gatilho dispara a pistola, o botão 'A' serve para fazer
parry a ataques inimigos, e a espada é controlada pelos nossos movimentos com o comando em si, ao bom estilo da
Wii.
Graficamente,
Red Steel 2 pareceu-nos bom. Feito em
cel-shading, o jogo é passado naquilo que parece ser uma cidade do faroeste, mas com uma pitada de tecnologia. O cenário é colorido e as animações do nosso personagem e dos inimigos estão bastante agradáveis ao olho.
O que mais impressionou, em
Red Steel 2, foi o combate. Por exemplo, podemos escolher se queremos matar os inimigos à distância, à lei da bala, ou se preferimos um combate mais próximo, fazendo uso da espada. No entanto, alguns dos inimigos têm armaduras metálicas resistentes aos nossos tiros, o que nos obriga a quebrar a armadura primeiro, através de vários golpes de espada, e só depois usar a arma.
Devido a algumas queixas, por parte dos jogadores, que diziam que
Red Steel não respondia muito bem aos movimentos,
Red Steel 2 só pode, agora, ser jogado com o
Wii MotionPlus. Como tal, podemos contar com movimentos mais precisos, tendo a hipótese de calibrarmos o comando ao nosso gosto. Pelo que testámos, o combate e os movimentos estão bem trabalhados, sendo talvez preciso uma certa habituação à sensibilidade do
Wiimote.
Desenvolvido pela
Ubisoft Paris,
Red Steel 2 pode enquadrar-se no leque de jogos mais adultos, desenvolvidos para a
Wii. Tem data de chegada para algures entre Fevereiro e Março de 2010.
Splinter Cell Conviction
Um dos aspectos que a equipa da
Ubisoft fez questão de sublinhar, em
Splinter Cell Conviction, foi a noção de
character evolution. Com
Splinter Cell Conviction, vem um
Sam Fisher "mais violento que nunca", que tem agora um motivo pessoal para fazer o que faz: vingar a morte de
Sarah, a sua filha.
Na demo a que tivemos acesso (que ainda tinha alguns
bugs), pudemos experimentar algumas das características que têm sido bastante faladas neste jogo, como a função "
Mark & Execute" (que nos permite assinalar vários inimigos e ordenar que
Sam os mate, com um simples toque no botão 'Y', dando assim um efeito mais "cinemático") ou a de
last position marked (que nos dá a indicação da última posição onde o inimigo nos viu, antes de termos saído do seu campo de visão). Para além disso,
Fisher tem agora um leque de interacções bastante diversificado, podendo desarmar os inimigos e realizar contra-ataques, ou interrogá-los de uma forma bastante mais violenta que em jogos anteriores.
Com tudo isto, o objectivo da
Ubisoft foi fazer, de
Splinter Cell Conviction, um jogo bastante mais apelativo a vários tipos de jogador, não sendo tão difícil como eventuais títulos anteriores, ou, pelo menos, tão difícil de gostar. Outro aspecto em que a equipa apostou foi na acção em espaços públicos. Por exemplo, sacar uma arma em locais povoados vai originar uma reacção, por parte dos outros
characters, de acordo com o sucedido, sejam eles civis ou inimigos que até aí não tinham reparado em nós.
Em suma,
Splinter Cell Conviction tem quatro palavras associadas, afirmou a
Ubisoft: acção, tensão, realismo e gráficos. No que toca a este último campo, o jogo não desaponta. Ainda que com uma acção menos furtiva,
Splinter Cell Conviction continua a apostar fortemente no contraste luz/sombra a que a série de
Tom Clancy nos habituou.
Outro aspecto que foi notório, na demo, foi a interacção com o cenário. Embora isto já marcasse presença noutros títulos da série, em
Splinter Cell Conviction este ponto está mais intuitivo.
Fisher pode saltar, trepar, abrir e fechar janelas e portas, ou, quando está pendurado nos parapeitos, a grandes altitudes, puxar inimigos para a sua morte.
No final da demo, estas várias características são todas postas em prática: espreitamos por debaixo da porta e marcamos três dos inimigos que se encontram no quarto; abrimos a porta e, através do "
Mark & Execute",
Sam mata-os à boa maneira de um filme de acção com
Steven Seagal; o indivíduo que temos de interrogar começa a disparar, sem parar, na nossa direcção, o que elimina a possibilidade de progredirmos na divisão; vemos uma janela à nossa direita e saímos através dela, agarrando-nos ao parapeito; movemo-nos pela parede e entramos, novamente, no quarto, através de uma outra janela atrás do nosso alvo; aproximamo-nos dele, pelas costas, desarmamo-lo... e que comece o interrogatório.
Pareceu-nos que
Splinter Cell Conviction sofreu uma clara evolução em relação aos títulos anteriores. No entanto, ficamos à espera para ver mais do jogo, quando for lançado no dia 25 de Fevereiro.
Assassin's Creed 2
Finalmente,
Assassin's Creed 2, a
pièce de résistance da apresentação da
Ubisoft e um dos grandes jogos para este Natal. A versão demo que jogámos (a da
TGS 2009) ainda tinha alguns
bugs, mas isso não nos impediu de perceber que vamos poder contar com uma obra de arte. A missão, não fosse o jogo
Assassin's Creed 2, consistia em assassinar um alvo e alguns guardas.
Começamos por aceitar a missão e, a partir daqui, somos livres de escolhermos a abordagem que quisermos. Tal como
Altair, de
Assassin's Creed, também
Ezio não encontra problema nenhum em saltar pelos telhados, em trepar torres, em atirar-se de sítios altos, em afastar as pessoas que estão no seu caminho, em correr que nem um 'desvairado', e, claro está, a assassinar pessoas das mais variadas formas, cada uma mais
cool que a anterior.
Como se tudo isto não fosse, já de si, uma fórmula de sucesso, a
Ubisoft decidiu colocar a cereja... peço desculpa, várias cerejas, no topo do bolo que é
Assassin's Creed 2. Agora, o nosso menino bonito já mostra a cara, já consegue nadar, já pode usufruir das vantagens que a unidade monetária traz ao resto do mundo, já faz uso de duas
hidden blades e já não está limitado apenas às armas que lhe dão, já pode mudar o seu estilo, e já percebe o poder da pólvora, entre tantas e tantas novas características.
A capacidade de nadar, por exemplo, faz com que as possibilidades de entrada e saída num determinado sítio aumentem exponencialmente, não estivéssemos nós em
Veneza. Já o facto de ter duas
hidden blades e de poder usar vários tipos de armas (as quais, agora, têm
stats, que influenciam a rapidez ou a agilidade de
Ezio), traz novos ataques e contra-ataques de encher o olho. A
hidden gun não estava implementada na demo, mas, depois do que vimos, estamos confiantes que será bem-vinda.
Por outro lado, para aqueles que gostam de 'aprimorar' a personagem,
Assassin's Creed 2 oferece, agora, um sistema de mercado. Não só vamos poder comprar novas armas e armaduras, como também vamos poder escolher um estilo próprio, mudando a cor da capa ou da roupa, conforme o nosso gosto. Tudo isto, é claro, através de dinheiro que vamos ganhando de diversas formas.
Se muito mais haveria para dizer sobre a demo, então mal podemos esperar pelo jogo completo.
Assassin's Creed 2 será lançado no dia 20 de Novembro. Não percam a análise, em breve.
O RegressoDepois de alguma jogatina e de umas
tapas que a
Ubisoft fez questão de nos oferecer, fez-se hora de voltar para casa. Desta vez já passámos por
Madrid, e ainda tivemos a oportunidade de ouvir
Nena Daconte na rádio (essa senhora da música espanhola!) e de comprar
Turrón Blando nas lojas francas do aeroporto. Chegámos a Portugal com a sensação de que a
Ubisoft não andou a brincar nos últimos meses. A única coisa que podemos fazer é esperar para ver se vai corresponder, ou não, às expectativas, mas, pelo que vimos, vai ser uma espera difícil.
Imagens de
Avatar: The Game,
Red Steel 2,
Splinter Cell Conviction e
Assassin's Creed 2:
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Red Steel 2Galeria de Imagens -
Splinter Cell ConvictionGaleria de Imagens -
Assassin's Creed 2